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OS SETENTA ANOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO

 

  OS SETENTA ANOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO


Arion Sayão Romita*
 

Ao ensejo do septuagésimo aniversário da instalação da Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro, meu pensamento se volta para 1957, quando comecei minha carreira como advogado trabalhista. E vêm-me à lembrança as personalidades que a integravam naquela ocasião, como juízes, advogados, membros da Procuradoria do Trabalho, serventuários.

Entre os juízes, lembro-me dos titulares das 9 Juntas existentes no Rio: Jés de Paiva (que mais tarde foi presidente do TRT) – 2ª Junta; Sebastião Ribeiro de Oliveira (3ª Junta); Rubens de Andrade Filho (4ª Junta); Álvaro Sá Filho (5ª Junta); Gerardo Magela Machado (6ª Junta); Geraldo Otávio Guimarães (7ª Junta); Mario Ribeiro Pereira (8ª Junta); e Gustavo Simões Barbosa, que também foi, mais tarde, Presidente do TRT (9ª Junta).

No Tribunal Regional, cujo Presidente era o Juiz Amaro Barreto, destacava-se a figura ímpar de Délio Maranhão, cuja lembrança até hoje cultuo com saudade e admiração, não só pela lhaneza no trato com as pessoas que tinham a ventura de com ele conviver mas também pela proficiência com que redigia seus acórdãos e pontificava nas obras jurídicas em que demonstrava seu profundo saber.

Entre os advogados, não poderia citar todos os de que tenho lembrança, mas não deixo de mencionar o nome de Mario Borghini, em cujo escritório fui recebido, logo que formado. Lembro-me, entre muitos outros, de Nélio Reis, Steiner do Couto, Newton Marques Coelho, Alino da Costa Monteiro, Carlos Arnaldo Selva, Severino Bandeira Lins, Julio Araujo, para só mencionar alguns poucos, já falecidos.

Tenho lembrança dos Procuradores Carlos Mendes Pimentel (que mais tarde integrou o TRT, pelo quinto), Othongaldi Rocha, Benjamin Eurico Cruz.

Também tenho carinho especial pela recordação de alguns diretores de Secretaria, que lidavam com os advogados de maneira toda especial: Eliana Prates de Macedo (3ª Junta); Caterina Maria Guida (4ª Junta); Alberto Egidio Targiano (8ª Junta); Moacyr (9ª Junta). Lembro-me, particularmente, de duas excelentes funcionárias da Secretaria da 8ª Junta: Cely Teles Garcia dos Santos e Odete Conhasca Águeda. A Diretora da Secretaria do TRT era Betze de Barros (mais tarde, foi Alcides); Entre as funcionárias, destacava-se Carlota Branca da Gama Barandier. Como funcionários do TST, lembro-me bem dos secretários de Turmas José e Eros e, no Protocolo, Hugo.

O Tribunal Superior do Trabalho, na época, localizava-se no Rio de Janeiro e, durante todo o período em que aqui permaneceu, advoguei perante ele. O Presidente era o Ministro Delfim Moreira. Lembro-me de quase todos os seus integrantes, mas cito apenas um, por sinal classista, o Ministro Rômulo Cardim (representante de empregadores), notável pela veemência com que defendia seus argumentos.

            Muito mais haveria para dizer, mas meu espaço termina aqui.


              (foto: Carlos Miller/DX Fotografia) 

* Arion Sayão Romita é professor no programa de pós-graduação da Universidade Gama Filho e advogado.

  Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial. As opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, o posicionamento do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região.